Descobri aos 23 anos que tenho depressão. O diagnostico não me surpreendeu, mas o alívio de ter respaldo médico para [começar a] entender o que acontece em meu corpo, me trouxe alívio. E isso sim me surpreendeu. Porque não foi uma solução, foi uma resposta que me trouxe novas perguntas e perspectivas que ainda não compreendo bem para onde irão me levar. Pois eu nunca vou vencer a depressão - ela vai me acompanhar até o último dos meus dias. Não se vence o desequilíbrio químico instaurando a contragosto no nosso corpo. Mas, aprende a equilibrá-lo. Atualmente, trato com três medicações. E me sinto bem. Na medida do possível, me sinto bem.

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